domingo, 15 de abril de 2012

Aula 2 - Desenvolvimento Mediunico




INSTITUTO CULTURAL OGUM DA ESTRELA GUIA
Rua São Miguel Arcanjo, nº 17 – C. H. Pedro Sancho Vilela.
Santa Rita do Sapucaí – MG
 
Reunião de Estudo Mediúnico realizado em 19 de Janeiro de 2012.
Desenvolvido por Márcia Terroso Avila
Licenciada e Bacharel em Geografia pela Fundação Universidade do Rio Grande - RS

Introdução

Em face a tantos conceitos cósmicos e questões que se reportam aos conhecimentos helênicos e transcendentais, a de se observar um largo distanciamento do umbandista do que seja a essência da Umbanda, Religião abraçada por muitos, porém, pouco vivenciada pela grande maioria dos que Dela participam.

Viver a Umbanda não é dar-lhe nomes cabalísticos (algo misterioso, enigmático, que refere a magia) com a finalidade e preocupação precípua (principal, essencial) de demonstrar-lhe sua área de atuação.

Viver a Umbanda não é direcioná-la aos que possuem inteligências notáveis, apresentando-a em pontos e contrapontos tão somente para as mentes brilhantes.

Viver a Umbanda não é limitá-la a tal ou qual escola porque nenhuma Delas é dona da Umbanda.

Umbanda: é a manifestação do Espírito para a caridade.

A de ser reconhecer que quando os filhos dessa Banda lhe nomeiam, direcionam a uma minoria como sendo os eleitos para assimilação da verdade ou a limitam, estão forçosamente fazendo um caminho inverso do que seja o exercício da caridade.

A Umbanda é grandiosa. Tão grandiosa que esconde sua verdadeira face nas formas fluídicas escolhida pelos seus trabalhadores espirituais que se apresentam nos terreiros como Caboclos, Pretos Velhos, Ibeijadas (crianças), Marinheiros, Boiadeiros, Baianos, Ciganos e Exus.

A Umbanda é ampla por agregar em si espíritos de todas as nacionalidades que se amoldam perfeitamente ao seu triângulo de sustentação.

A Umbanda é rica. Não por templos suntuosos que a projetam, mas, sim, pela simplicidade que fala aos corações sofridos.

A Umbanda é humildade pela palavra consoladora e de fácil entendimento para os que a ouvem com a ausculta (ouvir) astral.

A Umbanda é caridade pela extensão dessa palavra que caminha ladeada ao amor.

A Umbanda é energia em pleno movimento. Em plena extensão.

Expandam vossas mentes! Calem vossas intolerâncias, as vossas indiferenças!

Sensibilizem vossos corações! Pois, só assim valerá a pena estar na Umbanda. Ser umbandista! Até porque fora disso não resultará em nada os filhos terem visto a Luz de Oxalá e permanecerem cegos.

Umbanda é trabalho!

Então meus filhos! Trabalhem pelo vosso próximo! Trabalhem por vocês! Trabalhem pelo hoje preparando o futuro de muitas gerações.

Lembrem-se! Vocês são instrumentos de uma Causa muito Maior a qual não vê fronteira e nem rótulos, mas, sim, a disposição que cada qual tem de servir a Lei de Aruanda.

Os modismos passam e sempre passarão. Mas, a Umbanda permanecerá em toda sua plenitude, o que será visto pelos que tem olhos de ver e ouvidos para ouvir.

Temas abordados:

·         Desenvolvimento mediúnico.
·         Início da mediunidade – Por que ficamos ansiosos?
·         Educação ou Desenvolvimento da mediunidade
·         O que é incorporação.

Desenvolvimento Mediúnico

Há médiuns trabalhando determinado tempo na seara umbandista que por desconhecimento do processo mediúnico, são descrentes da própria faculdade de se comunicarem com espíritos, muito embora sintam “algo estranho”, alegando não terem certeza de que estão realmente “tomados” pelo guia ou orixá (orixá aqui, no sentido de protetor) ou se são vítimas de puro animismo. Animismo significa, em termos mais originais, manifestações da alma. Julgam serem eles próprios, “os cavalos”, agindo em lugar do protetor. Não creem, porque em certos casos ou em quase todos, recordam-se do que passa durante o transe. Explicando melhor, o médium desconfia não haver entidade alguma atuando nele, não obstante, procede de modo estranho, sem que saiba explicar o motivo. Aliás, caso corriqueiro tanto na Umbanda, Candomblé, como no Kardecismo. Por isso é imprescindível o estudo doutrinário, não apenas para os novatos mas também para os mais antigos.

Em princípio, quando o candidato a médium necessita de desenvolvimento e é colocado na corrente, a entidade: caboclo, preto-velho, marinheiro, etc., vai envolvendo-o com seus fluídos, procurando entrosar-se ao duplo etérico (corpo formado pelo perispírito quando revestido pelos eflúvios vitais – emanações neuropsíquicas, o ectoplasma, que pertencem ao campo fisiológico, corpo físico) do aluno para, posteriormente, influenciar-lhe a rede nervosa cerebral, processo geralmente lento, metódico, mas perceptível, até a completa e perfeita incorporação. No início, regra geral, o médium observa certos movimentos, influências e impulsos contrários ao próprio comportamento normal, mas de maneira um tanto superficial.

A razão disso é misturarem-se os pensamentos do guia com os do “cavalo” inclusive mesclando-se também as ações, temperamento, inclinações, conduta, gostos, trejeitos, etc.

O candidato torna-se então o médium ainda consciente do que faz.

Á medida que a incorporação vai se ajustando, aperfeiçoando, o médium também vai, pouco a pouco, perdendo a consciência passando a semi-inconsciente e até mesmo a inconsciência.

Não devemos nos esquecer que existem médiuns que trazem a qualidade de médiuns conscientes; esses, com o passar do tempo, perderão sua consciência na hora do transe ou incorporação.

Quando não há esclarecimento devido á consciência no princípio do desenvolvimento, o próprio médium julga estar mistificando. Enfraquecendo-lhe a fé, a confiança e, descrente, frustra-se, desanimando, chegando mesmo a afastar-se do terreiro, perdendo a Umbanda um excelente médium que, futuramente, poderia prestar relevantes serviços aos irmãos infelizes e necessitados.

Raras são as vezes que o médium se deixa incorporar corretamente pelo guia, permanecendo inconsciente; se ao contrário isso ocorrer, é porque a mediunidade se desenvolveu despercebida e automaticamente, abafada, porém, por um motivo qualquer: seja medo, descrença, falta de tempo. Como os guias não descuidam de seus tutelados, preparam-no de modo que a própria pessoa não percebe o processo mediúnico, embora lhes ocorram fatos dolorosos e insólitos (incomum), que o impulsionam em busca de frutificação espiritual.

Então sua mediunidade amadureceu espontaneamente. Se resolve enfrentar a realidade, eis que a incorporação explode imediatamente. Mas, casos que, confrontados com os normais, são considerados raros. Conhecemos casos de pessoas que recebem seus guias na cama, dormindo. No dia seguinte acordam médiuns desenvolvidos e já atuantes.

Na verdade, quando o sujeito se submete ao processo mediúnico, no início e mesmo muito tempo depois, ele ainda consciente, sabendo o que faz, malgrado o faça - conforme percebe - contra a sua vontade, pelo simples fato de misturar suas ideias às dos guias. Como se vê esta é uma das explicações porque, em certas ocasiões, as previsões, os conselhos, os remédios ministrados pelos guias não alcançam a eficácia desejada.

Eis que o pensamento alheio em mistura com o seu próprio, pode dar a sua sugestão, em lugar de oferecer a do protetor á medida que o tempo decorre, vai ele se familiarizando com a intuição estranha e perdendo gradualmente a consciência. Os médiuns conscientes, com o tempo, aprendem a diferenciar as ideias próprias com as da entidade incorporada.

Se isso acontecer com você, não se assuste, não desanime, nem duvide da presença do protetor. Ambos, você e ele estão trabalhando, e o seu anjo de guarda saberá conduzi-lo de modo a que torne um perfeito intérprete das lições do mundo astral.

Início da Mediunidade – Por que ficamos ansiosos?

A maioria dos médiuns tem sua iniciação mediúnica, momento em que suas faculdades mediúnicas já despertadas passam a ser utilizadas de modo sistemático e mais intenso, dentro dos rituais e trabalhos existentes numa casa umbandista, marcada pela difícil fase da ansiedade e da adaptabilidade que esse começo representa. Ansiedade no médium iniciante pode trazer algumas situações desconcertantes como:

·         Ficar pensando de modo intenso nas coisas ligadas à espiritualidade;
·         Ficar com os pontos cantados ecoando na mente;
·         Ficar cantando a qualquer momento e lugar os pontos cantados;
·         Conversar somente sobre o assunto espiritualidade a qualquer oportunidade em que haja mais pessoas que pertençam à mesma religião ou casa;
·         Ler muitos livros sobre o assunto, querendo esgotar todos os pontos de dúvidas;
·         Querer conhecer tudo sobre a Umbanda num espaço de tempo curto;
·         Ter sonhos constantes com rituais, entidades, trabalhos;
·         Ficar vendo em qualquer situação algum tipo de ligação com a espiritualidade;
·         Não parar de preocupar-se em manter-se dentro das condutas que sua casa pede;
·         Querer incorporar logo;
·     Ficar muito preocupado se está mesmo incorporando uma entidade ou se está apenas imitando uma entidade;
·         Desejar ardentemente que tenha a inconsciência durante as incorporações;
·   Querer aprender tudo sobre os rituais que sua casa pratica, chegando ao ponto de perguntar de tudo a todos os demais médiuns mais experimentados;
·    Querer saber tudo, através de relatos de outros médiuns, o que ele fez quando estava incorporado, o que a entidade falou, deixou de fazer;
·         Passar a realizar em seu próprio lar, uma verdadeira transformação de hábitos, querendo que todos tomem banhos de defesa, defumem-se, orem, cantem, entre outras coisas;
·         Querer erigir algum tipo de altar ou espaço sagrado em seu lar, tentando imitar o mais perfeito possível a quantidade de imagens, a disposição dos santos que há em seu templo umbandista;
·         Querer que suas entidades receitem rapidamente a confecção ou aquisição das guias (colares) e quanto maior o número de guias melhor;
·      Desejar ardentemente que tenha incorporações “fortes”, isto é, que as entidades já venham de modo com que não gerem dúvida a ninguém;
·         Que suas entidades já risquem seus pontos e que seja algo bem impressionável;
·    Que suas entidades deem logo seus nomes e torce para que sejam nomes fortes e conhecidos;
·         Querem decifrar todos os símbolos que suas entidades desenharam em pontos riscados;
·         Querem saber da história, vida, ponto cantado e tudo o mais sobre suas entidades;

Essas situações e mais outras não citadas são consideradas até normais e encaradas por aqueles outros médiuns mais tarimbados como coisa comum de se acontecer. E de fato é. O que o dirigente e os médiuns mais experientes devem fazer é aconselhar esses neófitos (novato|), direcioná-los em atividades que os tirarão um pouco desta fixação, é ouvi-los e explicar cada uma das dúvidas e dificuldades existentes. Toda essa ansiedade é temporária e assim que o novo médium for tendo mais e mais experiências, ele passa a lidar de modo mais natural, menos ansioso e aflito com essas situações. O tema deve ser abordado de modo atencioso, respeitoso, prático e esclarecedor para poder dar melhor formação espiritual e criar uma estrutura mediúnica mais eficaz à própria casa, uma vez que estes novos médiuns passam a compor o já formado corpo mediúnico da casa, fazendo número e qualidade na força da corrente da casa umbandista. Desperdiçar a chance de esclarecimento quando esses médiuns estão ávidos por conhecimento e abertos para serem direcionados é deixar ao acaso a responsabilidade da formação destes médiuns, podendo levá-los a vícios, cacoetes (mania) e maus hábitos mediúnicos que nunca mais poderão ser retirados.

E o velho adágio popular é verdadeiro: “Pau que nasce torto, morre torto”.

Educação ou Desenvolvimento da mediunidade

Educação ou desenvolvimento da mediunidade é o conjunto de ações educativas direcionadas para o exercício correto da mediunidade. Essas ações estão formalizadas em cursos de estudo e educação mediúnica existentes nos centros espíritas.

A educação mediúnica é para toada existência, pois que, à medida que o médium se torna mais hábil e aprimorado, melhores requisitos são colocados para a realização do ministério abraçado.

Na educação mediúnica o esforço e a dedicação são fatores preponderantes.

O local mais adequado para o desenvolvimento das faculdades mediúnicas é o centro espírita, que funciona como escola de formação espiritual e moral.

O centro espírita é um núcleo de estudo, fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus.

Para o desenvolvimento da sua mediunidade, o médium conta com o auxílio de benfeitores espirituais, sob a orientação de seu Espírito Protetor. O Espírito protetor, anjo da guarda ou bom gênio é o que tem por missão acompanhar o homem na vida e ajudá-lo a progredir. É sempre de natureza superior, com relação ao protegido. A sua atuação, junto ao protegido, é sempre discreta, regulada de maneira que não tolha (dificultar, embaraçar) o livre-arbítrio do encarnado.

O espírito protetor pode delegar a tarefa de proteção a outros espíritos, caso seja necessário. Esses espíritos podem ser familiares ao médium, com o qual tem laços mais ou menos duráveis, com o fim de lhes serem úteis, dentro dos limites do poder que possuem, na maioria das vezes bem restrito. Só atuam por ordem ou permissão dos protetores espirituais.

No plano físico, cabe aos instrutores de cursos de mediunidade e aos dirigentes de grupos mediúnicos a tarefa de orientar os médiuns.

A formação de bons médiuns conta não apenas com os esforços do candidato à tarefa, mas exige dedicação com o estudo da doutrina, paciência, tolerância, respeito e moral cristã.

A educação ou desenvolvimento da mediunidade é um trabalho para toda a vida. Começa antes da reencarnação, continua nela e prossegue além-túmulo.

O médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua própria iluminação. Somente desse modo poderá habilitar-se para o desempenho da tarefa que lhe foi confiada, cooperando eficazmente com os Espíritos sinceros e devotados ao bem e à verdade.

O estudo proporcionará conhecimento ao médium, orientando-o a respeito da natureza dos Espíritos que utilizarão sua faculdade mediúnica, e elucidando-o quanto às bases dessas relações.

O que é incorporação.

Incorporação ou psicofonia é a faculdade que permite aos espíritos, utilizando os órgãos vitais do médium, transmitem a palavra audível a todos os presentes na reunião.

Na incorporação o médium (cavalo, burro, matéria, aparelho etc) cede o corpo aos guias e mentores espirituais, mas de acordo com os seus próprios recursos. Podendo assim comandar a comunicação, fiscalizando os pensamentos, disciplinando os gestos e controlando o palavreado dos guias.

É bom que se diga, que pode haver casos em que o médium não consegue exercer esse controle, por ser a vontade dos guias mais firmes e fortes do que a sua (semi-consciente e inconsciente).

A finalidade do desenvolvimento é auxiliar o médium iniciante a entrar em sintonia, dentro da vibração da corrente que vai trabalhar, conservando um ambiente sadio. O desenvolvimento trará a afinidade espiritual, podendo receber irradiações espirituais de seus guias, com esclarecimentos e informações dessa participação.

Porém além do período de desenvolvimento prático, é preciso que se cuida da parte teórica também, através de estudos regulares, onde o médium iniciante vai poder aprender e esclarecer dúvidas.

A continuidade da presença das entidades junto ao iniciante (por incorporação ou não) será com o passar do tempo, um ato normal ao médium, que identificará e saberá diferenciar uma entidade da outra, sentindo sua chegada e a preparação para a incorporação.

Não basta incorporar uma entidade para achar-se desenvolvido, é necessário muito mais que isso. É necessário desenvolver a humildade, a caridade, a fraternidade e o entendimento de que ser médium não é STATUS, mas sim uma benção de servir, servir desinteressadamente ao próximo. É necessário deixar o orgulho e a vaidade de lado e substituí-los pela simplicidade e modéstia. Lembramos também, que estamos em constante aprendizado.

Que OXALÁ ilumine todos os caminhos!

Referencias Bibliográficas

FERAUDY. Roger. Umbanda, essa desconhecida. Rio de Janeiro: Ed. Conhecimento. 2006.
PRESTES. Miriam. Desvendando a Umbanda.Ed. Pallas. 2010.
Médiuns de Umbanda. Disponível em </www.caboclotabajara.com.br> Acesso em: 17/jan./2012.


Avaliação dos estudos: Responda as Perguntas a Seguir e Entregue ao Orientador

1.    Explique porque a Umbanda é a manifestação para a caridade.
2.    Você está ansioso com o desenvolvimento da sua mediunidade? Explique.
3.    O que é educação ou desenvolvimento mediúnico?
4.    Você acredita ser importante o estudo da Umbanda? Por quê?
5.    Explique o que é incorporação?

Aula 1 - Estudo Sobre Ética e Moral Aplicado aos Médiuns - 07-01-2012



INSTITUTO CULTURAL OGUM DA ESTRELA GUIA
Rua São Miguel Arcanjo, nº 17 – C. H. Pedro Sancho Vilela.
Santa Rita do Sapucaí – MG.

Reunião de Estudo Mediúnico realizado em 07 de janeiro de 2012.

Desenvolvido por Márcia Terroso Avila
Licenciada e Bacharel em Geografia pela Fundação Universidade do Rio Grande - RS

introdução
A Umbanda verdadeira está a serviço da Lei Divina; da Aumpram (Lei Divina), e só visa ao bem. Qualquer ação que não respeite o livre-arbítrio das criaturas, que implique em malefício ou prejuízo de alguém, ou se utilize de magia negativa, não é Umbanda.

A Umbanda deve crescer pelo conhecimento e prática de bases mais sólidas, da busca da verdade e do conhecimento da Aumpram, da Lei Divina. A divulgação, estudo e compreensão da Lei Divina fortalecerá a Umbanda, eliminando mistificações e vaidades, atraindo ainda mais os verdadeiros interessados pela evolução espiritual.

Temas abordados:

·         Ética na Umbanda.
·         O que é mediunidade.
·         A influência moral do médium.
·         Firmezas de um terreiro.
Ética na Umbanda
A Umbanda foi anunciada no plano físico brasileiro através do iluminado espírito que se nominou Caboclo das Sete Encruzilhadas, em 15 de novembro de 1908, em Neves, Niterói, RJ.

A Umbanda usa vestimenta branca, símbolo de igualdade e cor de Oxalá, encerrando em si todas as demais cores representativas dos demais Orixás. Não cobra por caridade, não sacrifica animais em suas ritualísticas e evangeliza.

De conhecimento destes princípios sadios e básicos que norteiam a religião, muitas pessoas, desde o início do culto, sempre pugnaram (combateram) pela elevação de nossa querida Umbanda nos mais diferentes aspectos. Dentre eles, o de cunho subjetivo (pessoal) sempre foi alvo das mais contundentes discussões.

Temas como moral, ética, conduta mediúnica sempre foram objeto de polêmicas, onde cada um, de per si (isoladamente, por si mesmo), tenta fazer ver aos outros que tal ou qual conduta é certa ou errada.

No entanto, por trás destas discussões comportamentais, existem duas forças antagônicas (contrárias) digladiando-se incessantemente: a força da moral, dos bons costumes, da ética, da espiritualidade superior, da verdade; e a força da subjugação (reprimir, dominar), da mitomania (costume de mentir), da permissividade (é permitir, concordar e aceitar determinadas práticas e ações que sabemos que estão erradas em contraste com as normas justas da moral e os bons costumes), da parcialidade, da imoralidade.

No Movimento Umbandista, como em outros segmentos religiosos, há uma pluralidade de ideias, de ideais (aspiração), uma heterogeneidade (de diferente natureza) de interesses em relação à religião. Existem aqueles que apenas servem-se ou tentam servir-se da religião para seus próprios interesses. Não esclarecem nem difundem os sublimes ensinamentos e metas do astral superior; pregam ritualísticas sem base moral, sem fundamento; sustentam-se materialmente do que praticam; fazem dos terreiros de Umbanda seu ganha-pão diário, como se fosse uma empresa comercial; não discutem abertamente os problemas na religião, porque, se discutirem, colocarão sob avaliação suas condutas distorcidas e eivadas de máculas. (que tem mancha, contaminado, viciado, manchar moralmente).

Outros mais corajosos e comprometidos com o aperfeiçoamento daqueles que militam na seara umbandista, estão sempre a comentar e orientar outros irmãos quanto aos fenômenos negativos que ora se apresentam, mostrando o caminho diante das mazelas emergentes. A ética, por exemplo, conjunto de princípios e deveres morais que o homem tem para com Deus e sociedade, é fator que deve preponderar em qualquer pessoa que queira ver a Umbanda fortalecer-se moralmente, intelectualmente. Para que tal progresso ocorra é preciso, inexoravelmente, trazermos à tona os focos destoantes de comportamento. A partir daí, veremos melhor quem são aqueles realmente comprometidos com as diretrizes de Oxalá. Visualizaremos também outros tantos que estão somente preocupados em sedimentar a obscuridade, a confusão, a permissividade.

Os verdadeiros umbandistas não temem discutir os aspectos subjetivos e materiais da religião, pois são sabedores que tal ação só melhorará a nossa religião, fazendo com que no futuro tenhamos um Movimento Umbandista melhor, mais moralizado, mais elevado, de melhores médiuns e assistentes.

Quanto àqueles que insistem em esconder os problemas na religião, fazem-no porque, ocultando os focos destoantes, estarão camuflando as aberrações ético-morais de si mesmos; contaminados que estão de condutas que os costumes, o caráter e a honestidade sempre repeliram e repelirão.
Para estes, só a misericórdia de Deus.

Saravá Umbanda !!!
O que é mediunidade
Mediunidade é a faculdade humana pela qual se estabelecem relações entre homens e espíritos. È uma faculdade natural, inerente a todo ser humano, por isso não é privilégio de ninguém. Em diferentes graus e tipos, todos a possuímos.

É, pois, a faculdade natural que permite sentir e transmitir a influência dos espíritos, ensejando o intercâmbio e a comunicação entre o mundo físico e o espiritual. Trata-se de uma sintonia entre os encarnados e os desencarnados, permitindo uma percepção de pensamentos, vontades e sentimentos.

Sua finalidade é, antes de tudo, ser uma oportunidade de servir, uma benção de Deus que faculta manter o contato com a vida espiritual. Graças ao intercâmbio podemos ter aqui não apenas a certeza da sobrevivência da vida após a morte, mas também o equilíbrio para resgatarmos com proficiência (conhecimento) os débitos adquiridos nas encarnações anteriores.

A ação mediúnica não está limitada às sessões mediúnicas. Vivemos mediunicamente entre dois mundos e em relação permanente com entidades espirituais. Isto se dá porque os espíritos povoam os mesmos espaços em que vivemos, acompanham-nos em nossas atividades e ocupações, vão conosco aos lugares que frequentamos, seguindo-nos ou evitando-nos conforme os atraímos ou repelimos.

Entretanto não julguemos que a mediunidade nos foi concedida para simples passatempo ou para satisfação de nossos caprichos. A mediunidade é coisa séria e com ela devemos suavizar os sofrimentos alheios. Ao desenvolvermos a mediunidade, lembremo-nos de que ela é dada como um arrimo (amparo, proteção) para conseguirmos mais facilmente a perfeição, para liquidarmos, mais suavemente os pesados débitos que contraímos em existências passadas e para servirmos de guia á irmãos que se encontram mais atrasados.
Desenvolver a mediunidade é aprender a usá-la. Para que sejamos bem sucedidos, devemos cultivar virtudes, como a paciência, a honestidade, a perseverança, a boa vontade, a humildade e a sinceridade.

Para um melhor desenvolvimento da mediunidade é fundamental que se cultive bons pensamentos, pois trazem as boas palavras e conduzem aos bons atos; o médium deve ser amigo do estudo e da boa leitura. Por fim, que cultive a oração diária, pois ela é um poderoso fortificante espiritual e um benéfico exercício de higiene mental.

A influência moral do médium
É oportuno esclarecer que o desenvolvimento da faculdade mediúnica não guarda relação com a moralidade do médium. A faculdade, em si, independe do moral. O mesmo, porém, não se dá com seu uso, que pode ser bom ou mau, conforme as qualidades do médium. Expliquemos.

A mediunidade é um dom que Deus nos concedeu como auxílio ao nosso progresso espiritual. Se há pessoas indignas que a possuem, é que disso precisam mais do que as outras, para se melhorarem, se quiserem, é óbvio.

Devemos considerar que a mediunidade não é uma graça ou dom especial concedido a criaturas privilegiadas, mas uma faculdade humana como as demais. A moral do médium determina o seu comportamento como criatura humana e regula suas relações com os espíritos.

A questão moral não surge da faculdade mediúnica, mas da sua consciência. Não se pode dizer que um médium entregue a práticas maldosas ou a objetivos condenáveis, contrários ao senso moral, não seja médium. Assim como há criaturas boas e más na Terra, há espíritos maus e bons que com elas se afinam e se servem da mediunidade para fins maus ou bons.

Se o médium sem moral se corrigir e passar a portar-se pelos princípios morais, passará a servir aos espíritos bons através da sua mediunidade. Assim acontece com todas as faculdades humanas. O homem pode aplicar a sua inteligência para o mal ou para o bem, mas sua inteligência é sempre a mesma, quer atue num ou noutro campo.

Os médiuns que fazem mau uso das suas faculdades responderão por isto. Serão punidos duplamente, porque tem um meio a mais de se esclarecerem e o não aproveitam. Aquele que vê claro e tropeça é mais condenável do que o cego que cai no fosso.

Malbaratar (desperdiçar) o precioso talento da mediunidade, deixando-a enxovalhar-se (sujar-se) sob o uso com finalidades pueris (infantis) e frívolas (fútil, leviano), indignas e vulgares, acarreta penosas aflições que impõe renascimentos dolorosos.

Médiuns ciumentos, imorais, exibicionistas, mentirosos e portadores de outras imperfeições morais pululam em toda parte, descuidados e levianos, acreditando-se ignorados pelas leis soberanas e supondo-se detentores de forças próprias, podendo-as utilizar a bel-prazer sem qualquer responsabilidade nem consequência moral.

Todas as imperfeições morais são outras tantas portas abertas ao acesso dos maus espíritos. A que, porém, eles exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é a que a criatura menos confessa a si mesma. O orgulho tem perdido muitos médiuns dotados das mais belas faculdades e que, se não fora essa imperfeição, teriam podido tornar-se instrumentos notáveis e muito úteis, ao passo que, presas de espíritos mentirosos, suas faculdades, depois de se haverem pervertido, aniquilaram-se.

Devemos também convir em que, muitas vezes, o orgulho é despertado no médium pelos que o cercam. Se ele tem faculdades um pouco transcendentes, é procurado e gabado e entra a julgar-se indispensável. Logo toma ares de importância e desdém quando presta a alguém seu concurso (sua ajuda).
Há de se ter um procedimento absolutamente certo para identificar em qualquer parte e à qualquer momento o médium verdadeiro que, tomado como orientação moral e disciplinar possa servir como referência à todos (leigos,despreparados) que queiram ingressar sem nenhum transtorno na mediunidade.

Pedimos para você irmão que deseja trilhar ou que já está trilhando a verdadeira mediunidade como sacerdócio refletir sobre estes pontos abordados para que adquira Proteções e Defesas e para esteja livre de todos os percalços dos aproveitadores e mistificadores da terra e do Astral Inferior.

Que OXALÁ ilumine todos os caminhos!

Firmezas de um terreiro

Muito se tem ouvido falar nos meios umbandistas com relação às firmezas necessárias para um bom andamento dos trabalhos num terreiro de Umbanda.

Logicamente que toda parte ritualística de uma Casa tem razão e função de ser, uma vez que a própria Umbanda tem fundamentos e é preciso preparar os mesmos como é falado em uma curimba de defumação.

Porém, além das firmezas materiais que estão ligadas aos elementos de trabalho dos Orixás, Guias e Entidades e que são catalisadoras das energias necessárias para esses trabalhos, ora servindo como força agregadora de energias positivas, ora desagregando as negativas, há outra firmeza de fundamental importância.

E qual seria essa firmeza? A firmeza que me refiro é a firmeza interior de cada médium de Umbanda.

Mas como se dá essa firmeza? Se dá através da humildade, do exercício do amor ao próximo e da caridade prestada sem pedir ou esperar nada em troca.

A firmeza interior trabalhada na humildade permite ao médium o esclarecimento de que ele não sabe tudo, que sempre estará em aprendizado, pois a Espiritualidade por mais que ensine ainda não deu a palavra final. Dessa forma o médium sempre estará acrescentando ao seu aprendizado ensinamentos novos, iniciando-se assim para ele sempre novas etapas, que devem ser ultrapassadas com muito respeito, amor, dedicação, renúncia e fé.

A firmeza interior pautada no exercício do amor ao próximo fará o médium se ver novamente no lugar do outro que chega na Casa em busca de ajuda, auxílio, esclarecimento e compreensão como o próprio médium chegou um dia.

A firmeza originada na caridade fará o médium entender que não deve julgar quem quer que seja e que muitas vezes ele sofrerá ingratidão e descrédito por parte de algumas pessoas ao verem seus pedidos negados pelas entidades de Umbanda que não barganham e nem trabalham contra as Leis de Deus.

Se hoje nós filhos de fé já caminhamos mais um pouquinho, mais motivos temos para buscar o exercício dessa firmeza interior.
Ser médium dentro do templo é muito fácil! O difícil é colocar-se como médium no dia-a-dia onde a sociedade pede muitas vezes uma postura não tão condizente com os ensinamentos de paz, amor e fraternidade deixados pelo Nosso Senhor Jesus Cristo.

Lembrem-se filhos de fé, é através de vossas atitudes que o templo do qual você faz parte será representado, é através das vossas condutas que a Umbanda será mostrada a outras pessoas.

Médium, sinônimo de ponte, meio, instrumento. Que o médium de Umbanda seja um instrumento dócil nas mãos de Pai Oxalá para que assim as bênçãos de amor e luz possam se fazer na Terra.

“Glória a Deus nas Alturas!”,
"Paz na Terra aos homens de boa vontade".

Referencias Bibliográficas
FERAUDY. Roger. Umbanda, essa desconhecida. Rio de Janeiro: Ed. Conhecimento. 2006.
A influência moral do médium. Disponível em: <www.jornalumbandahoje.com.> Acesso em: 06/jan./2012.

Avaliação dos estudos: Responda as Perguntas a Seguir e Entregue ao Orientador:

1.     Discorra sobre o tema: Ética na Umbanda.
2.     Explique o que é mediunidade. E qual sua finalidade.
3.     O que é fundamental para um bom desenvolvimento mediúnico?
4.     Quais consequências de um médium que possui uma conduta duvidosa? Você acha que esse membro atrapalha a corrente? Por quê?
5.       Qual a importância da firmeza de um terreiro?


IEG recebe atualização da Lei Municipal 2566 que a Declara Utilidade Publica

No dia 11 de abril o Instituto Cultural Ogum da Estrela Guia recebe da Prefeitura Municipal de Santa Rita do Sapucaí a cópia da Lei Municipal n° 2566 de 25 de maio de 1994, onde declara que o IEG é de Utilidade Publica no Município. Com isso podemos atuar com mais amplitude em  ações sociais que tragam benefício ao nosso Município. Maiores informação procurar a Diretoria do IEG. Agradecemos aos membros da Câmara Municipal e Prefeitura. A Diretoria em 15/04/2012.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Os Orixás e os santos católicos correspondentes na Umbanda


Os Orixás e os santos católicos correspondentes na Umbanda
Por Décio Viotto, especial para o Yahoo! Brasil - http://umbandaesuamissao.blogspot.com.br/2010/10/os-orixas-e-os-santos-correspondentes.html

No período da colonização brasileira, mais de quatro milhões de africanos cruzaram o Atlântico. Provenientes de diferentes regiões da África, foram separados de seus conterrâneos nações e divididos em senzalas, para evitar rebeliões.

Isso resultou numa mistura de povos e costumes, que foram concentrados de formas diferentes nas diversas localidades brasileiras, pois os escravos possuíam suas próprias danças, cantos, santos e festas.

Aos poucos foram misturando os ritos católicos presentes com os elementos dos cultos africanos, e associando seus orixás aos santos, numa tentativa de resgatar a atmosfera do seu passado e de burlar a proibição de exercerem suas religiões.

As práticas daquela época acabaram impulsionando a formação de religiões cultuadas hoje em dia, como o Candomblé e a Umbanda, com forte penetração na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Exu - Senhor dos caminhos, orixá mensageiro e vencedor de demandas. É também o orixá das causas materiais. Seu dia é a segunda-feira. Veste-se de vermelho e preto e seu elemento é o fogo. No sincrestismo é associado a Santo Antônio. E, por suas características e cores, injustamente ao Diabo.

Ogum - É o orixá guerreiro. Deus do ferro e da guerra. Seu domínio são as lutas e o trabalho. Suas cores são o azul escuro, o verde ou vermelho. Seu dia é a terça-feira. Seu elemento é o fogo. É associado a São Jorge.

Oxossi - É o protetor das matas, dos animais da florestas e dos caçadores. Traz sempre o eu Ofá (arco e flexa). Suas cores são o verde, azul turquesa e o vermelho. Seu dia é a quinta-feira. Seu elemento é a terra. É associado a São Sebastião.

Ossaim - É o orixá das eras medicinais e das plantas em geral. Suas cores são o verde e rosa. Seu dia é a quinta-feira. Seu elemento é o ar. É associado a São Roque.

Obaluaiê ou Omulu - O orixá das pestes e das doenças de pele. Conhece a cura de todos os males. Suas cores são o branco e o preto. Seu dia é a segunda- feira. Seu elemento é a terra. É associado a São Lázaro e São Roque.

Oxumaré - É o orixá da sorte, da fartura e da fertilidade. Protetor das mulheres grávidas. Seus domínios são os poços e as fontes das matas. Suas cores o verde e o amarelo ou com as cores do arco-iris é representado por uma serpente. Seu dia é a quinta-feira. Seus elementos são a água e a terra. É associado a São Bartolomeu.

Ewá- É a orixá das chuvas, rainha dos mistérios e da magia. Suas cores são o vermelho e o branco. Seu dia é o sábado. Seu elemento é água. É associada a Nossa Senhora das Neves.

Xangô - É o Senhor da Justiça, do trovão e da pedreira. Suas cores são o vermelho e o branco. Seu dia é a quinta-feira. Seus elementos são o ar e a terra. É associado a São Jerônimo, Santo Antonio, São Pedro , São João Batista, São José e São Francisco de Assis.

Oxum - É a rainha dos rios e das cachoeiras, do ouro e do amor. Suas cores são o amarelo, dourado, azul claro e rosa. É a segunda esposa de Xangô. Seu dia é o sábado. Seu elemento é a água. É associada a Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora das Candeias.

Iansã - É a deusa guerreira, senhora dos ventos, das tempestades e dos raios. É a mulher principal de Xangô. Suas cores são o vermelho, amarelo, marrom escuro e o branco. Seu dia é a quarta-feira. Seus elementos são a água, o ar e o fogo. É associada a Santa Bárbara.

Logun-Edé - Seus domínios são os leitos dos rios e os mares. É filho de Oxum com Oxossi. Suas cores são o amarelo e o azul. Seu dia é a quinta-feira. Os seus elementos são a água e a terra . É associado a São Miguel Arcanjo e Santo Expedito.

Obá - Os seus domínios são as águas revoltas. É uma das esposas de Xangô. Suas cores são o amarelo e o laranja. Seu dia é a quarta-feira. O seu elemento é a terra. É associada a Santa Catarina, Santa Joana D'Arc e Santa Marta.

Iemanjá - É o orixá da harmonia em família, a rainha dos mares e a mãe dos orixás. Suas cores é o azul e o branco ou o verde claro. Seu dia é a sexta-feira. Seu elemento é a água. É associada a Virgem Maria, principalmente  Nossa Senhora dos Navegantes. Sincretizada no Rio de Janeiro com Nossa Senhora da Glória tem o seu dia comemorado em 15 de agosto.

Nanã - É o orixá feminino mais velho. É a mãe de Oxumaré e Obaluaiê. É a protetora dos doentes desenganados. Suas cores é o lilás, branco e o azul. Terça-feira é o seu dia. Seu elemento é a água. Associada a Santa Ana, mãe de Maria.

Ibeji - Os orixás gêmeos, protetores das crianças e da família. Suas cores são o azul, o rosa e o verde. Seu dia é o domingo. Seu elemento é o fogo. É associado a Cosme e Damião.

Oxalá - É considerado o pai de todos os orixás. É o mais velho e o primeiro a ser criado. É responsável pela criação do mundo e dos seres humanos. É o orixá da agricultura, que traz a chuva e fecunda os campos. Está associado à Justiça e ao equilibro. É associado a Jesus e cultuado nas seguintes formas: Oxalufã (Oxalá Velho), orixá da paz, veste-se de branco e seu dia é a sexta-feira. Oxaguiã (Oxalá Moço), orixá valente e guerreiro, considerado filho de Oxalufã. Veste-se de branco e seu dia também é a sexta-feira

Dia de Comemoração e Saudação aos Orixás da Umbanda


Dia dos Orixás

20/01 Oxósse
31/03 Dia da Umbanda
23/04 Ogum
13/05 Pretos Velhos
24/05 Santa Sara Kali
13/06 Xangô
26/07 Nanâ
16/08 Omulu
27/09 Cosme e Damião
12/10 Oxum
02/11 Obaluaê
15/11 Fundação da Umbanda
04/12 Iansã
08/12 Iemanjá
25/12 Oxalá


Dias da Semana e Saudações aos Orixás UMBANDA

Segunda - feira * exu, pomba gira, obaliuaie, omulu, pretos velhos (iorumá) e almas aflitas
Terça - feira *       ogum, boiadeiros e baianos
Quarta - feira *     xangô e iansâ
Quinta - feira *     oxossi, caboclos e caboclas
Sexta - feira *      oxalá, almas santas e linha da oriente liderada por são joão batista
Sábado *             iemanjá, oxum, nanã buruke, ondinas, sereias, caboclas, iaras e marinheiros
Domingo *           iori (cosme e damião), crianças e ibejadas

Saudações:

Saravá Oxalá *                  Oxalá Meu Pai – Epa Epa meu pai
Saravá Ogum *                 Ogum Iê Meu Pai
Saravá Xangô *                Caô Cabecilê
Saravá Obaluaie *            Atotô Obaluaiê
Saravá Oxossi *                Okê Caboclo
Saravá Iemanjá *              Odoceyá
Saravá Oxum *                 Aiêê Mamãe Oxum
Saravá Iansã *                  Uepa hey Iansã
Saravá Nanã                    Buruke Saluba Nanã
Saravá Cabloco *            Okê Cabloco
Saravá Petros.Velhos *   Adorei as Almas
Saravá as Crianças *       Beijada
Saravá Exu *                     Laroiê Exú
Saravá Pomba Gira *       Laruiê Pomba Gira

Fonte:  http://luzdearuanda.spaceblog.com.br/227398/Dia-dos-Orixas/