Mostrando postagens com marcador Notícias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Notícias. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Santuário Nacional da Umbanda agora é Patrimônio Cultural Imaterial

       O Santuário Nacional da Umbanda, localizado em Santo André (SP), foi registrado como patrimônio cultural imaterial após decisão do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT).
       O registro foi homologado no dia 21 de dezembro de 2019 no Diário Oficial do Estado de São Paulo.
       Esse registro prevê a proteção do perímetro do Santuário e das áreas de referências para as práticas religiosas – todos os locais Sagrados dentro do Vale dos Orixás, e destaca ainda:

"Que o Santuário Nacional da Umbanda se configura como um espaço de referência para as práticas umbandistas, sendo historicamente utilizado para este fim desde a década de 1960, antes mesmo da existência de uma estrutura para tanto; Que a história de formação e desenvolvimento do Santuário é um importante capítulo da história de formação da Umbanda em São Paulo; Que o local congrega em seu espaço as práticas de diversos Terreiros de Umbanda do Estado de São Paulo em um único Lugar;"

       Com o tombamento, os Terreiros passam a ser protegidos pelo Poder Público, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados.
Patrimônio Material x Patrimônio Imaterial
       Patrimônio é um bem, expressão ou espaço que seja considerado de importância para a Identidade Nacional, sejam eles de expressão artística, cultural ou religiosa.
       As formas de expressão, os modos de criar, as criações científicas, artítiscas ou tecnológicas, as obras, objetos, documentos ou edificações, tudo isso é considerado pelo nossa Constituição Federal como patrimônio.
       Locais tais como conjuntos urbanos ou sítios com valores históricos, ecológicos, arqueológicos e científicos, são considerados também patrimônio.
       Os considerados patrimônio material são os palpáveis, tais como: construções e edificações, acervos e arquivos.
       Assim, os museus, casas de cultura, igrejas e monumentos são exemplos de patrimônio material.
       Neste caso, os Terreiros de Candomblé tombados são considerados patrimônio materiais pela sua organização interna dos espaços, como barracões, roncó, quartos de Santo, objetos dos Orixás, além das práticas litúrgicas.
       Já o patrimonial imaterial são os bens considerados intangíveis, como os saberes, habilidades, práticas de uma comunidade, rituais, festas, etc.
       O frevo, a capoeira, o maracatu e os samba no Rio de Janeiro são exemplos de patrimônio imaterial.
       Desta forma o Santuário Nacional da Umbanda se consagra patrimônio imaterial de São Paulo, como um espaço histórico de importante relevância cultural e religiosa, parte da memória e história do Estado de São Paulo.
       Santuário Nacional da Umbanda: esforço para a conquista
       Desde 2013 os processos tramitam e passaram por diversas etapas. O Grupo de Trabalho de Territórios Tradicionais de Matriz Africana Tombados de São Paulo, criado em 2018, ajudou de forma substancial a construir um caminho qualificado entre a sociedade civil e o poder público para defender esta causa e atingir esta conquista.
       A participação, organização e articulação das autoridades tradicionais de matriz africana, da academia e dos órgãos de patrimônio na organização do processo foi fundamental para esta vitória.
       Os dirigentes do Santuário Nacional de Umbanda agradecem a todos os envolvidos no processo, sobretudo ao Professor Dr. Vagner Gonçalves Silva e a Pedro Neto pelo auxilio técnico e ações academicamente conjuntas entre sociedade civil e os órgãos de patrimonialização.
       Citam também a professora Elisabete Mitiko Watanabe e todos os servidores e profissionais da Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico – UPPH e demais Unidades da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.
       Por fim, o Babalaô Ronaldo Linares agradece e parabeniza a todos pela conquista e expressa a imensa gratidão pelos esforços destes longos 7 anos de luta!

Por que isso é importante?
A Umbanda e outras religiões de matriz afro vem enfrentando episódios de intolerância crescente nos últimos anos.

Além disso, é comum assistirmos a políticos e gestores públicos que professam uma fé distinta da nossa tentarem, muitas vezes, limitar ou questionar a nossa livre expressão de culto, embora esteja garantida pela Constituição Federal.

Assim, todo e qualquer reconhecimento oficial relacionado à Umbanda chancelado pelo poder público deve ser comemorado. Traz visibilidade, afirmação e fortalece a Umbanda de forma institucional.

FONTE: UMBANDA EU CURTO
LINK ORIGINAL: https://umbandaeucurto.com/santuario-nacional-da-umbanda/

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

NOSSO DEUS É MAIOR!!!


Para começar devo informar que não assisto Big Brother Brasil, na realidade não assisto TV, perdi esse hábito a algum tempo. Mas acabei recebendo uma enxurrada de vídeos e post indignados com uma tal de Paula, ela está sendo acusada de preconceito e discriminação religiosa. (Se você não viu a história segue a o link para você se atualizar)
                A ideia desse texto não é massacrar ou defender a mulher. Para começar sim foi preconceito, foi discriminação religiosa. Mas não nos cabe julgar a índole dela nem nada do tipo. Vamos estabelecer que a origem do preconceito foi a ignorância dela, ignorância não no sentido pejorativo, mas no sentido de desconhecimento dela.
                Já que definimos isso, agora vamos ajudar ela e muitos outros brasileiros que acabam sendo preconceituosos por desconhecer nossa religião tão linda e tão amada.
TODA RELIGIÃO PREGA O AMOR E FAZ O BEM. Isso é uma máxima, se não fala de amor e não faz o bem não é religião. E para acabar com qualquer dúvida Umbanda e Candomblé são religiões, ou seja, pregam o amor e só fazem o bem.
EXU NÃO É DIABO. Inclusive ano passado foi lançado um livro sensacional, eu recomendo, pelo Alexandre Cumino com esse título. Caso você não queira ler um livro inteiro para entender isso, apenas assimile a informação: EXU NÃO É DIABO.
                Não existe uma competição de qual religião é a melhor ou é a certa. Sabe porquê?! Porque não existe A melhor religião, existe apenas a melhor religião PARA VOCÊ! E é aquela que te faz uma pessoa melhor e não será necessariamente a minha.
                Qual é a certa?! É nessa questão que mora o mais sensacional das coisas. TODAS ESTÃO CERTAS! É difícil de entender, mas o fato da minha verdade ser diferente da sua não desqualifica a sua verdade. Se quando você está rezando para Deus do seu jeito seguindo a sua religião, professando a sua fé você sente com todo seu coração a presença de Deus. E eu quando visto o meu branco, bato cabeça, canto ponto, danço e também sinto com todo meu coração que Deus também está aqui. Deus é sentido em todas as religiões, Deus está em todas as religiões, então é verdade para os dois e não importa se a maneira é diferente. Se o caminho é de AMOR todos eles levam para DEUS. E para sentir a presença dele não é necessário nem ao menos ter uma religião
                E não é o meu Deus ou o seu Deus. É o nosso Deus, não importa o nome que use, Deus, Jeová, Alá, El shaddai, Elohim, Adonai, Olorum, Tupi, Zambi, Olodumaré... William Shakespeare escreveu:
“O que é que há, pois, num nome? Aquilo a que chamamos rosa, mesmo com outro nome, cheiraria igualmente bem! ”
O Deus é um só, ele tem muitos nomes, mas é um só!!! O que precisamos é aprender a respeitar as diferenças e pensar que comentários que outra pessoa possa achar ofensivo não devem ser feitos! Isso não é mimimi... É empatia! E respeito e empatia nós só aprendemos com a prática. 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

TV Record fecha acordo após ser condenada a custear e exibir programas sobre as religiões afro-brasileiras

Publicado por REDAÇÃO em 31 
31AMERICA/SAO_PAULO JANEIRO 31AMERICA/SAO_PAULO 2019
Por Claudia Alexandre | Foto

     O grupo que mantém uma das maiores redes de televisão pública do Brasil decidiu fechar acordo após ser condenada em 2018 a cumprir direito de resposta previsto em lei, por ter exibido programas na TV Record e na extinta Rede Mulher que associavam as religiões afro-brasileiras ao “demônio”, além de outras ofensas.
     Após 15 anos, parece ter chegado ao fim a luta do INTECAB (Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira) e do CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades) para obter o direito de reposta contra as ofensas veiculadas pela TV Record e a extinta Rede Mulher, ambas do Grupo Record, que exibiram programas que afetaram duramente os seguidores das religiões afro-brasileiras. As emissoras terão que custear toda a produção de quatro programas inéditos, que irão ao ar nos mesmos horários dos programas “Fala que eu te escuto” e “Mistérios”, que através do quadro “Sessão de Descarrego” induzia a opinião pública a demonizar e desqualificar religiões como Umbanda e Candomblé.
     A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público Federal em conjunto com o INTECAB e CEERT (SP), que foram representados pelos juristas Hédio Silva Junior, Antonio Basílio e Jader Macedo. A condenação tinha sido confirmada em abril do ano passado, pela 6ª, Turma do TRF-3. Em sede de recurso, o desembargador Nery Júnior, vice-presidente da corte, enviou o caso para o desembargador Paulo Fontes, coordenador do Gabinete de Conciliação do TRF-3, onde foi homologado um acordo entre as partes.
     Os autores da ação concordaram com a proposta da Record que se comprometeu a veicular quatro programas de televisão — e não mais oito como decidido na sentença condenatória, sendo três com conteúdo informativo e um com conteúdo documental, sobre o próprio caso, que motivou o Direito de Resposta; os programas não serão mais na TV Record, mas sim na Record News, que não havia veiculado os programas citados.
     Quanto ao prazo de veiculação, o acordo especifica que o Intecab e o Ceert serão responsáveis pela concepção e produção dos programas, em até quatro meses depois da
disponibilização do dinheiro pela emissora, que arcará com todos os gastos. As entidade também concordaram que os vídeos deverão ser aprovados pelos canais e ter duração de até 20 minutos cada, com três exibições cada um.
     Em entrevista o Dr. Hédio, que tem se destacado pela atuação frente a diversos casos de intolerância religiosa, racismo religioso e injúria racial, considerou “razoável” o desfecho do processo, mas avaliou que diante de casos graves de intolerância e racismo religioso, como este, é irreparável os efeitos da violência sofrida. “O que esperamos, portanto, é que a veiculação dos programas acabe com o sentimento de impunidade que faz com que diariamente o racismo religioso se utilize do rádio e TV para propagar o ódio e a violência”, disse ele.
     Dr. Hédio também respondeu sobre como Intecab e Ceert irão atuar para finalmente verem exibidos os programas que devem “recompor a verdade” sobre as religiões afro-brasileiras:
     Como serão produzidos os conteúdos que farão parte dos programas, que serão veiculados na Record News?
     Dr. Hédio Silva Jr – Serão produzidos 4 programas para serem exibidos três vezes cada, com três chamadas diárias nas vésperas, intervalo de sete dias entre cada um, nos mesmos horários dos programas que veiculavam as ofensas. No total irão ao ar 12 programas. A concepção e produção dos programas serão coordenados diretamente por nós, CEERT e INTECAB-SP, com os custos bancados pela Record.
     Mas os programas serão exibidos na Record News e não na TV Record, o que seria o previsto em lei. O que acha dessa parte do acordo? Quando começam a ser gravados?
     Dr. Hédio Silva Jr. – Os programas serão exibidos pela Record News, do Grupo Record, que é uma TV aberta, com alcance nacional, e certamente serão também amplamente reproduzidos nas redes sociais, youtube, etc. A veiculação pela Record News nos permitirá levar os programas ao ar imediatamente e pôr fim a uma ação que já se arrasta por longos 15 anos e poderia tramitar por mais 15 nos tribunais superiores, em Brasília. Muito provavelmente a partir do próximo mês (fevereiro), começam a ser produzidos.
     O Grupo Record já havia sido condenado, recorreu à decisão dada em abril de 2018 e agora surpreende com o pedido de acordo, com alterações importantes. Como o senhor, que trabalhou no caso desde o início, avalia este desfecho?
     Dr. Hédio Silva Jr. – O acordo é razoável; um acordo possível, que garante o mínimo, pondo fim a uma batalha judicial que já dura uma década e meia. Veja que o recurso sobre abate religioso de animais, no STF, que será julgado no próximo dia 28 de março, está tramitando em Brasília desde 2006, isto é, há 13 anos. Além do mais, este novo governo é formado por ministros que não disfarçam seu fanatismo religioso e sua intenção de colocar o aparelho do estado a serviço de grupos religiosos.
     Depois destes 15 anos de luta cabe algum outro tipo de reparação? Por exemplo: O Intecab e Ceert vão receber algum tipo de indenização?
     Dr. Hédio Silva Jr. – Formalmente sim. O acordo previu o pagamento de honorários advocatícios, tal como determinado na sentença. Em certo momento houve proposta de aumento dos honorários de 10% para 16%; achei melhor que este “plus” ficasse com as entidades, a título de verba indenizatória.
     O senhor acredita que há como reparar o que ocorreu como neste caso: uma emissora, com concessão pública, veiculando ofensas e forjando imagens desqualificando outra religião?
     Dr. Hédio Silva Jr. – É enorme o prejuízo da demora, pois estamos falando de 15 anos, e também não há como reparar a violência. O dado positivo é que pela primeira vez na história da TV aberta brasileira, as religiões afro-brasileiras terão espaço para falar sobre sua história, doutrina, seus projetos sociais, desmistificando as falsas imagens criadas pelo discurso do ódio e da intolerância religiosa. O que esperamos, portanto, é que a veiculação dos programas acabe com o sentimento de impunidade que faz com que diariamente o racismo religioso se utilize do rádio e TV para propagar o ódio e a violência

Fonte: https://africas.com.br/record-faz-acordo-com-religioes-afro/